“De repente, eu decidi que estava na hora de parar, relutei, mas sabia que a hora havia chegado, hesitei, mas continuei firme na minha ideia de querer um pouco menos, cansei, mas remei sem olhar pra margem. Acho que pela primeira vez meus olhos se abriram desde o dia em que você resolveu se curar de mim. Dessa vez tinha certeza que superei, ou quase isso.”
“Não sou grossa. Bom, eu sou. Mas não tanto, me entende? Também sou doce, e carinhosa. Sei que sou chata também, mas também sou legal. Só enxergar. Sou uma pessoa boa, porém mal, também. Me entende? Minha grosseria, minha ignorância, minha chatice, é só uma forma de me proteger. Desculpa, mas cansei de pessoas que marcam e depois vão embora. Por medo de partidas, tem gente que não deixa as pessoas se aproximarem, e eu sou assim. Mas no fundo, eu imploro por pessoas novas, que me amem. Você me entende?”
“Não é nada. Só estou desanimado, pra baixo, insuportável - desculpa.”
“Desapegue. Porque no final é cada um por si.”